Portal Barão Geraldo

Siga-nos no Twitter

Efetuar login | Cadastre-se, é grátis!

/ Eventos

03.04.201015ª festa do Boi Falô de Barão Geraldo oferece novas apresentações culturais ao público

Por: Patrícia Cholakov às 00:50h
DUHJM Publicidade e Comunicações

Mais uma homenagem à lenda do Boi Falô foi realizada neste ano. A festa, que já é realizada há 15 anos – não consecutivos – tem aumentado sua freqüência nas últimas sextas-feiras da Paixão. Com o apoio de voluntários da região junto à sub-prefeitura, moradores de Barão Geraldo puderam aproveitar neste dia 2, apresentações culturais, exposição de produtos artesanais, produtos de reutilização de materiais, como jornal, feitos por alunos da escola Agostinho Pattaro, e o principal; o tradicional macarrão preparado ao molho de sardinha.

A festa teve início às 10h e o macarrão foi servido após a benção do padre José Luiz Araújo, da Paróquia Santa Isabel, ao meio dia.

Segundo o sub-prefeito de Barão Geraldo, Miguel Tadeu Rodrigues, sem a ajuda dos voluntários o evento não existiria. Só no dia da festa, 200 pessoas auxiliaram na organização, preparação do macarrão, distribuição das camisetas e etc.

A festa não tem fins lucrativos. Todos os ingredientes do macarrão foram doados durante o ano por supermercados, empresas e pela própria população. Foram arrecadados 700kg de macarrão, 250 litros de molho de tomate, 30kg de sardinha e 40kg de queijo ralado. Além disso, foram distribuídos copos de água para os visitantes, cedidos pela SANASA.

As apresentações musicais e teatrais também não tiveram interesse financeiro; o objetivo era apenas a exposição do trabalho dos grupos. Biólogos da Fundação José Pedro de Oliveira - Mata Santa Genebra -, estavam presentes na edição anterior da festa e repetiram a dose neste ano. Mostraram ao público um pouco do que se vê na Mata, incentivando a visita e oferecendo informações a respeito dos projetos da Fundação.

A Igreja do Nazareno de Barão apresentou uma peça relacionada à fé e à compaixão. A escola do Guará também apresentou seu musical do Boi, seguida da apresentação da dupla sertaneja Adelmo e José; que definiu o evento sucintamente: “100%”, diz Adelmo. O grupo de música popular, Bambuzeiro, iniciou sua apresentação com um minuto de silêncio por respeito aos escravos que sofreram maus tratos no passado.

O objetivo principal da festa é não deixar a única lenda originada em Campinas morrer. As apresentações de música e teatro ressaltaram as tradições folclóricas e a música popular brasileira.

O funcionário da sub-prefeitura, Sebastião Martins, demonstrou satisfação e alegria em participar do evento. Nas outras edições da festa trabalhou na exposição de mudas e produção de poesia. “Neste ano, a festa superou as expectativas. Todo mundo está participando ativamente e gostando muito”, afirma.

O sub-prefeito acredita que a festa tenha atingindo um público ainda maior que o presente na edição passada, e que tem aumentado cada vez mais o número de crianças e adolescentes visitantes. “Nós vamos continuar nos esforçando para manter esta tradição por muitos anos, e para que cada vez mais consigamos unir a população de Barão através desses eventos. Barão tem grande potencial para apresentações culturais que deve ser explorado”, afirma.


A Lenda


Conta-se que a lenda do "Boi Falô" surgiu no ano de 1888, na fazenda Santa Genebra, de propriedade do Barão Geraldo de Rezende. Um dos escravos que trabalhava nas plantações de cana de açúcar e café foi obrigado pelo capataz a ir ao pasto e atrelar um boi para arar a terra, em uma sexta-feira Santa.

Esse escravo, chamado Toninho, um rapaz franzino e muito obediente, foi então colocar a canga no animal, que estava deitado sob uma frondosa árvore. Por mais que o escravo insistisse, o boi não saia do lugar. Foi aí que o animal olhou para o escravo, deu um mugido alto e disse: “hoje é dia santo, é dia do Senhor, não é dia de trabalho”.

O escravo saiu correndo para sede da fazenda, gritando: "o boi falô, o boi falô!" Segundo a lenda, o capataz ainda teria tentado castigar Toninho pela insubordinação, mas ele correu para a Casa Grande a procura do Barão Rezende que, ao ouvir seu relato, teria lhe dado razão e ordenado que ninguém trabalhasse naquele dia.

O escravo passou a trabalhar dentro da casa por muitos anos, até sua morte, e, em consideração aos seus bons serviços, acabou sendo enterrado junto ao túmulo do Barão, no cemitério da Saudade, em Campinas.

A lenda faz parte do folclore do Distrito de Barão Geraldo. O túmulo do escravo Toninho é um dos mais visitados no dia de Finados, principalmente por aquelas pessoas que querem alcançar uma graça.

/ Galerias de Fotos (clique para abrir)

/ Comentários

Não há comentários para este evento. Seja o primeiro a comentar!

Envie seu comentário!

Para comentar este evento, você deve estar logado.

Caso já seja cadastrado, efetue seu login nos campos ao lado, ou clique no botão abaixo para se cadastrar!

Clique aqui para se cadastrar

Informe seu e-mail e senha nos campos abaixo para efetuar o login.

Esqueceu a senha? Clique aqui!

Portal Barão Geraldo
O Portal Barão Geraldo não se responsabiliza por qualquer dano e/ou prejuízo que o usuário possa sofrer ao realizar uma transação com os anunciantes.
(área do anunciante)