Por Valéria Reani
A criação da data se deu em virtude de D. Pedro I, no ano de 1827, ter decretado que toda vila, cidade ou lugarejo do Brasil, criasse as primeiras escolas primárias do país, que foram chamadas de “Escolas de Primeiras Letras”, através do decreto federal 52.682/63.
Os conceitos trabalhados eram diferenciados de acordo com o sexo, sendo que os meninos aprendiam a ler, escrever, as quatro operações matemáticas e noções de geometria. Para as meninas, as disciplinas eram as mesmas, porém no lugar de geometria, entravam as prendas domésticas, como cozinhar, bordar e costurar.
Esse profissional, durante seu período de formação, passa a desenvolver algumas habilidades que o ajudará a lidar com crianças e jovens que estão em fase escolar, como metodologias de trabalho e didática de ensino.
Hoje em dia os professores têm um papel social maior, estão mais envolvidos e engajados no exercício da profissão, pois as metodologias de ensino mudaram muito de uns anos pra cá.
O professor deixou de ser visto como o todo poderoso da sala de aula, o detentor do saber, o dono da razão, e foi reconhecido como o instrumento que proporciona a circulação do conhecimento dentro da sala de aula.
Isso acontece em razão de seu modo de agir, a maneira em que conduz as aulas, pois considera os conhecimentos que os alunos levam consigo, fazendo com que cada um manifeste a sua opinião acerca dos assuntos discutidos.
A idéia de fazer do dia um feriado, surgiu em São Paulo, pelo professor Salomão Becker, onde o mesmo propôs uma reunião com toda a equipe da escola em que trabalhava para que fossem discutidos os problemas da profissão, planejamento das aulas, trocas de experiências, etc.
A reunião foi um sucesso e, por este motivo, outras escolas passaram a adotar a data, até que a mesma se tornou de grande importância para a estrutura escolar do país.
Anos depois, a data passou a ser um feriado nacional, dando um dia de descanso a esses profissionais que trabalham de forma dedicada e por amor ao que fazem.
De zero a três anos temos as creches ou berçários;
De 3 a 5 anos a fase de educação infantil;
De 6 a 10 anos o ensino fundamental I;
De 11 a 14 anos o ensino fundamental II;
De 15 a 17 anos o ensino médio.
Após a etapa do vestibular e com a aprovação no mesmo, o período de graduação.
Podemos ver que os professores são muito importantes para a vida de todos, pois passam por todo o período escolar, por longos anos.
A inclusão social é o processo pelo qual a sociedade e o deficiente procuram adaptar-se mutuamente em vista a equiparação de oportunidades e, conseqüentemente, uma sociedade para todos. A inclusão significa que a sociedade deve adaptar-se às necessidades das pessoas para que esta possa desenvolver-se em todos os aspectos da sua vida. (Sassaki, 1997, p. 168)
De acordo com especialistas, para que haja a verdadeira inclusão, é necessário dar suporte ao professor e ao aluno.
Para que esta política se efetive, além de salas de apoio pedagógico, é preciso capacitar os professores para que estes conduzam as aulas, amparados nos princípios da educação especial que são a preservação da dignidade humana, a busca da identidade e o exercício da cidadania.
Geralmente, os professores resistem às inovações educacionais, como a inclusão. Acreditam que a proposta de uma educação para todos é utópica, impossível de ser concretizada com muitos alunos e nas circunstâncias em que se trabalha hoje nas escolas, principalmente nas redes públicas de ensino.
Esses professores têm uma visão funcional do ensino e tudo o que ameaça romper o esquema de trabalho prático que aprenderam a aplicar em suas salas de aula é rejeitado.
Partindo deste pressuposto, indagamos: Será que o docente está preparado para lecionar para pessoas com deficiência?
Hoje, temos cada vez menos condições para rotular uma “deficiência”. Com tantas ferramentas a nosso serviço, quem hoje em dia pode dizer-se perfeito e capaz de realizar qualquer tarefa apenas com seu próprio corpo?
Quem não possui alguma deficiência? Cada ser humano tem características e necessidades diferentes, específicas.
O que nos torna iguais é apenas o direito à educação, à liberdade, à vida!
Educar é também, confrontar-se com as deficiências de nosso próprio ser!
“A formação do professor se intensifica à medida que ele se defronta com as situações reais de ensino e aprendizagem. Faz parte de sua personalidade a reflexão e a pesquisa contínua.” (Barbosa, 2003, p. 158)
“A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença.” (Cavalcante, 2005, p. 25).
Com isso, a escola do século XXI tem a missão de incluir portadores de necessidades especiais em turmas regulares e tornar seu ambiente aberto às diferenças.
Fazer valer, o que foi acordado no Programa Educação Inclusivo!
VALÉRIA REANI
ADVOGADA
MANTENEDORA do Web site: www.valeriareani.com.br
Referência: Jussara de Barros Graduada em Pedagogia
Livros: BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da arte. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico . 22. ed. rev.e ampl. São Paulo: Cortez, 2002.
Artigos de revistas: CAVALCANTE, Meire. Fala, mestre! Maria Teresa Eglér Mantoan. Revista Escola São Paulo, p. 2426, maio/ 2005.
Documentos: Portal Equipe Brasil Escola
Publicação e adaptação Dra. Valéria Rean
Não há comentários para esta notícia. Seja o primeiro a comentar!
Para comentar esta notícia, você deve estar logado.
Caso já seja cadastrado, efetue seu login nos campos ao lado, ou clique no botão abaixo para se cadastrar!
Clique aqui para se cadastrarInforme seu e-mail e senha nos campos abaixo para efetuar o login.