Prana, que na tradição chinesa equivale ao Qi, é a energia que permeia o universo em todos os níveis: físico, mental, intelectual, sexual, espiritual e cósmico.
No nível físico, ele é percebido como calor, luminosidade, gravidade, magnetismo e eletricidade.
Segundo os Upanishads, é o princípio da vida e da consciência.
É o movimento anterior a toda atividade. É energia que cria, protege e destrói. Prana é vigor, poder, vitalidade, vida e espírito.
Ele permeia a vida gerada pelo sol, as nuvens, os ventos, a terra, e todas as formas de matéria.
É o sopro da vida de todos os seres do universo, que nascem através do Prana, vivem por ele e, quando morrem, seus sopros individuais se dissolvem no sopro cósmico.
Prana é sendo (sat) e não sendo (asat). É a fonte de todo o conhecimento. É o centro da roda da vida e tudo é estabelecido nele.
É a Personalidade Cósmica (Purusha) da filosofia Samkhyá...
...E o Yogue toma refúgio nele.
A sua manifestação física mais sutil no corpo humano é encontrada no ar que respiramos. A arte de dirigí-lo segundo a respiração é desenvolvida nos pranayamas.
Durante a prática de asanas (posturas psicofísicas), com maior ou menor consciência da existência do prana ou de sua nomeação, podemos percebê-lo sendo dirigido.
Esta percepção e consideração é o que torna a prática do yoga como algo muito além de exercícios de alongamento e força.
Sobre a complexidade envolvida no posicionamento das partes corporais nas posturas:
• não foi desenvolvida para gerar estranhamento, apesar de gerar;
• não foi desenhada para nos fazer parecermos acrobatas estáticos, apesar de fazer parecer;
• não foi criada para gerar o instinto de competição entre os alunos - que o instrutor deve combater e esclarecer que cada um deve dar seus passos, sem pular nenhuma etapa. Que ao olhar para o colega do lado, que pode estar aparentemente mais avançado na postura, o yogue deixa de se concentrar em seu processo e, imediatamente deixa de estar em yoga;
• enraíza-se em conceitos mais profundos que os meramente mecânicos (leia-se ósteo-musculares):
o entre estes conceitos, estão o prana, sua origem, cultivo, circulação e eliminação;
o chitta (mente) e prana (respiração) estão em constante associação.
Sobre workshop que abordará este assunto:
O que será oferecido durante este workshop é, na oportunidade de permanecermos durante 4 horas juntos em yoga, o aprofundamento da percepção da presença de cada um de nós, do prana q nos envolve, nos perpassa e nos constitui e das implicações de cultivarmos este estado de consciência dentro e fora da prática.
Encontro oportuno aberto a praticantes e iniciantes, neste próximo sábado, das 15h às 19h (com intervalo e lanche incluso), no Céu Aberto - Arte e Consciência.
Daniela Morais
www.rodaom.blogspot.com
rodaom@gmail.com
3368.0454 ou 9757 1543
fontes:
B.K.S.Iyengar, Light on Pranayama, Crossroad Press, 2006.
Georg Feuerstein, A tradição do Yoga, Ed.Pensamento, 1998.
Harish Johari, Manual de Massagem Ayurvédica, Ed. Ground, 1996.
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