O aumento na sensação de insegurança dentro do campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deve piorar nas próximas semanas. A instituição ainda não precisou a data de início das atividades da nova empresa de vigilância que irá substituir a Copseg Segurança e Vigilância Ltda., terceirizada que teve o contrato rescindindo essa semana por descumprimento de cláusulas contratuais. Estudantes, servidores e professores receiam que as ocorrências de violência cresçam durante o período.
Dos 326 funcionários de segurança, 268 pertenciam à Copseg. Agora, a área de quase 550 mil m² do campus terá que ser vigiada por apenas 58 servidores pertencentes aos quadros da universidade. Segundo a Unicamp, cerca de 50 mil pessoas transitam pelo campus em Barão Geraldo todos os dias. Os locais preferidos de atuação dos criminosos têm sido próximo aos estacionamentos e das agências bancárias da universidade.
Segundo a diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Carolina Filho, o número de casos de violência dentro da universidade vem aumentando nos últimos anos devido às deficiências no sistema de segurança. Carolina afirma que a política de utilização de empresas terceirizadas para os serviços de vigilância tem sido falha em função da alta rotatividade de funcionários das empresas. “Eles não criam vínculo com a Unicamp e acabam tendo menos conhecimento da rotina do campus. A reitoria precisa ampliar o número de servidores concursados”, disse.
De Cosmo