Por Milena Bicudo, ás 21h52
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Divorciada há 10 anos, Emília Rosa, que está para completar 60 anos em julho desse ano, tem 3 filhos: o mais velho tem 32 anos, o do meio 30 e, o mais novo, 22. 
Ela acredita ter vivido uma “virada” em sua vida após a separação com seu marido, pois foi quando descobriu diversos gostos pessoais: como exemplo pode citar a paixão pela política e, também, pelas mulheres líderes de comunidades da periferia.
Emília trabalhou 3 anos na Associação Comercial, antes chamada como CDL e, hoje como EBG. Exercia a ligação dos comerciantes com a Prefeitura. Atualmente, trabalha como assessora do sub-prefeito do distrito, Miguel Tadeu Rodrigues, além de trabalhar com idosos e ser um “canal” de ajuda às pessoas de Barão Geraldo, como ela mesma classifica.
Nos dias de hoje, se considera uma pessoa mais satisfeita porque abriu mão de tudo que era impedida de fazer enquanto estava casada para exercer o papel que queria de mulher batalhadora e vitoriosa que conquistou.
Na visão dela, para ser mulher é preciso que não se perca o lado feminino, a princípio. Também, tem que ter objetivos de vida, ser idônea e transparente. Qualidades que ela tem de sobra.
Confessa ser um pouco brava, pois gosta das coisas sempre certinhas, com verdade e dedicação. “As pessoas estão vendo o que você faz e/ou deixa de fazer, por isso é importante ser determinada. É, é. Não é, não é. E pronto”, diz Emília.
No entanto, nossa segunda personagem do mês comemorativo ao Dia Internacional da Mulher, diz que se preocupa com a mulher moderna: "A mulher de hoje é muito cobrada pela sociedade, não tem mais aquele tempo com a família, não tem mais tempo para ela mesma, muitas vezes, o que contribui para que perca seu lado carinhoso. Tudo o que enfrenta pode fazer com que perca sua essência feminina". E isso não é bom, na opinião de Emília Rosa.