Por Camila Urias 15:53h
Foto: Augusto de Paiva/AAN
Os funcionários da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp – em greve desde o dia 28 de maio, voltaram ao trabalho na última quinta-feira, dia 25. A decisão foi tomada na noite do último dia 23, terça-feira, quando o Sindicado dos Trabalhadores da Unicamp (STU) estava reunidos em assembléia e chegaram a conclusão que não havia mais necessidade de paralisação, depois de retomada das negociações e da saída da Polícia Militar do Campus da Universidade de São Paulo – USP.
Os professores, em greve há uma semana, voltaram a rotina ontem, dia 24, após decisão em assembléia da Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp) de suspender a paralisação.
Segundo informações do STU, as negociações dos funcionários continuam para decidir o aumento do valor do auxílio alimentação. A Reitoria da Universidade propôs um reajuste de R$ 30 aos auxílios, que atualmente tem valor de R$ 40 a R$ 200. Porém, o pedido dos trabalhadores é de uma isonomia com a USP, que aceitou pagar R$ 400.

De acordo com informações, confirmadas pela Unicamp, os trabalhadores conseguiram que os funcionários da creche fossem reconhecidos como professores de educação infantil e que a reitoria entre em discussão sobre a possibilidade de alterar a jornada de trabalho de profissionais da área de saúde.
O órgão que representa a Unicamp, USP e Unesp, Fórum das Seis, reivindica o aumento salarial de 16%, acrescentado de R$ 200 fixos. Entretando, o conselho de reitores das Universidades paulistas – Cruesp – ofereceu um reajuste de 6,05%.
Ontem, dia 24, funcionários fizeram um protesto em frente à Reitoria da Unicamp, reivindicando novas discussões sobre a pauta específica da Universidade, respeito aos sindicatos e eleições diretas na Universidade.
Hoje, dia 25, acontece um ato na Assembléia Legislativa, que discutirá a criação de cursos a distâncias e os recursos destinados às Universidades.
Até o momento, parte dos alunos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e da Faculdade de Educação (FE) continuam em paralisação. De acordo com o Diretório Central Estudantil (DCE) a greve deve continuar até a próxima terça-feira, dia 30, quando haverá nova assembléia. Na segunda-feira, dia 29, acontece nova reunião entre o Criesp e o Fórum das Seis para negociação.
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