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30.06.2009

Gripe suína tem número de casos dobrados no final de semana

Por Camila Urias às 13:20h

A gripe suína teve os casos confirmados dobrados em Campinas entre a última sexta-feira, 26 de junho e hoje, dia 29. Segundo o último boletim da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), a cidade já confirmou mais oito casos de infecção por influenza A (H1N1) durante o fim de semana, totalizando 16 campineiros acometidos, sem casos graves até o momento.

Os infectados foram avaliados pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp – e seguem o tratamento em isolamento domiciliar. O HC, referência na região, confirmou no total 23 casos de gripe suína. Desses, dois pacientes, um adolescente e uma criança estão internados. A diretora da Covisa, Maria Filomena Gouveia Vilela, explica que os locais prováveis de infecção nesses casos foram Argentina e Chile. Apenas uma menina de seis anos contraiu a doença em Campinas, ao ter contato direto com o pai, infectado em viagem à Argentina.

Prevenção

A confirmação da primeira morte de brasileiro por gripe suína, num homem de 29 anos, do Rio Grande do Sul, que se infectou na Argentina, não alterou o Plano de Contingência para o manejo e assistência dos pacientes. A solicitação da Secretaria de Saúde de Campinas ao governo do Estado, de ampliação do número de centros de referência ainda está sob análise.

Para o secretário de Saúde de Campinas, José Francisco Kerr Saraiva, o aumento do número de casos já era esperado e decorre da investigação efetiva, que permite mais diagnósticos. Segundo o secretário, o diagnóstico e tratamento precoces são a principal defesa contra a gripe suína.

“A investigação e diagnóstico de casos é fundamental para mapear a extensão da epidemia e definir ações, especialmente por tratar-se de uma variante pouco conhecida do vírus”, afirma. “Já percebemos que a letalidade do vírus H1N1 não é tão alta como se pensou no início da pandemia. Mas, não sabemos como ele pode se comportar, especialmente em pessoas com outros comprometimentos de saúde”, coloca Saraiva.

O infectologista Luiz Jacintho da Silva, ex-diretor da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), reforça que a gripe suína não pode ser tratada como uma doença sazonal. “O H1N1 é uma variante nova do influenza, contra a qual a população ainda não tem imunidade”. Segundo ele, não dá para afirmar que o H1N1 seja mais agressivo.

Mas algumas análises mostram uma letalidade - número de pacientes que morrem - mais elevada. Para o infectologista, a ação da vigilância é fundamental para o controle da doença, bem como a assistência e tratamento. “Conforme a velocidade de disseminação, também poderão ser adotadas medidas sociais para retardar o avanço, como fechamento temporário de escolas, evitar (não proibir) aglomerações e outras ações semelhantes”, diz Jacintho.

Com informações do Cosmo.

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