Por Priscila de Abreu, 21h40
Grupo da Unicamp que está no Haiti passa bem. Professor confirma que todos estão “sem um arranhão” e utilizando a internet como principal forma de comunicação.
Seis estudantes de graduação e uma aluna de mestrado, coordenados pelo professor Omar Ribeiro Thomaz, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, estão na capital do Haiti, Porto Príncipe, desde o dia 31 de dezembro para um trabalho de pesquisa de campo.
Todos estão bem, conforme boletim da assessoria de imprensa da universidade, e abrigados na sede em Porto Príncipe da ONG Viva Rio.
Como as linhas telefônicas foram atingidas, eles só conseguem se comunicar com o Brasil pela internet, por isso, o blog dos alunos, tornou-se uma das principais fontes de informação confiável sobre a situação do Haiti.
Hoje, o próprio professor Tomaz, relatou sobre o encontro com o amigo Guy Dellemand, professor de sociologia e antropologia da Université d´État, cujo não tinha noticias, desde a data do terremoto.
Durante o caminho até a residencia de Dellemand, o professor brasileiro descreve o impacto da devastação: “Mortos dispostos pelas calçadas ou ainda em meio a escombros, feridos à espera de auxílio, solidariedade nas ruas, pessoas que vão e vem. A alimentação de todos é garantida pelas senhoras que controlam o comércio informal, as dam sara, e por aquelas que controlam as cozinhas de rua, o chein jambe.”
O mesmo cenário de destruição se repete quando o professor chega a casa de Guy. Como tantas outras belas casas, estava parcialmente destruída e o quarto onde já havia se hospedado em outras datas, não existia mais. Felizmente Guy está vivo e acolheu os estudantes e Tomaz, com extrema alegria, por vê-los vivos também.
È possível acompanhar mais informações sobre os estudantes através do blog: lacitadelle.wordpress.com.
Em última nota dada para imprensa, o presidente do Haiti, René Preval, declarou que o principal foco agora é recolher milhares de corpos espalhados pelas ruas.
Até o fechamento desta matéria, o ministro da defesa, Nelson Jobim, confirmou o total de 17 brasileiros mortos (14 militares e três civis), entre eles a Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, 73 anos, cujo corpo está sendo velado hoje, na sede do governo do Paraná.