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15.01.2010Grupo da Unicamp que está no Haiti passa bem.

Por Priscila de Abreu, 21h40

Grupo da Unicamp que está no Haiti passa bem. Professor confirma que todos estão “sem um arranhão” e utilizando a internet como principal forma de comunicação.

Seis estudantes de graduação e uma aluna de mestrado, coordenados pelo professor Omar Ribeiro Thomaz, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, estão na capital do Haiti, Porto Príncipe, desde o dia 31 de dezembro para um trabalho de pesquisa de campo.

Todos estão bem, conforme boletim da assessoria de imprensa da universidade, e abrigados na sede em Porto Príncipe da ONG Viva Rio.

Como as linhas telefônicas foram atingidas, eles só conseguem se comunicar com o Brasil pela internet, por isso, o blog dos alunos, tornou-se uma das principais fontes de informação confiável sobre a situação do Haiti.

Hoje, o próprio professor Tomaz, relatou sobre o encontro com o amigo Guy Dellemand, professor de sociologia e antropologia da Université d´État, cujo não tinha noticias, desde a data do terremoto.

Durante o caminho até a residencia de Dellemand, o professor brasileiro descreve o impacto da devastação: “Mortos dispostos pelas calçadas ou ainda em meio a escombros, feridos à espera de auxílio, solidariedade nas ruas, pessoas que vão e vem. A alimentação de todos é garantida pelas senhoras que controlam o comércio informal, as dam sara, e por aquelas que controlam as cozinhas de rua, o chein jambe.”

O mesmo cenário de destruição se repete quando o professor chega a casa de Guy. Como tantas outras belas casas, estava parcialmente destruída e o quarto onde já havia se hospedado em outras datas, não existia mais. Felizmente Guy está vivo e acolheu os estudantes e Tomaz, com extrema alegria, por vê-los vivos também.

È possível acompanhar mais informações sobre os estudantes através do blog: lacitadelle.wordpress.com.

Última hora:

Em última nota dada para imprensa, o presidente do Haiti, René Preval, declarou que o principal foco agora é recolher milhares de corpos espalhados pelas ruas.

Até o fechamento desta matéria, o ministro da defesa, Nelson Jobim, confirmou o total de 17 brasileiros mortos (14 militares e três civis), entre eles a Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, 73 anos, cujo corpo está sendo velado hoje, na sede do governo do Paraná.