O mês de maio será presenteado com a passagem do Grupo Peleja pela cidade de Campinas. O grupo realizará uma mostra chamada Maio de Peleja em Barão. A mostra contará com apresentações de espetáculos de dança e teatro, além de oficinas e o documentário Munganga, feito em parceria com o Laboratório Cisco.
As atividades acontecerão entre 10 e 19 de maio, sendo as oficinas e os espetáculos na sede do Lume Teatro, em Barão Geraldo e a apresentação do documentário será na Casa São Jorge, também no distrito de Barão. Os espetáculos terão entrada no chapéu, de forma que o público pode escolher quanto quer pagar por aquela apresentação.
A mostra terá início na próxima terça-feira (10), com a oficina Luz e Corpo na Cena, ministrado pelo Iluminador Eduardo Albergaria, a oficina segue até dia 13 de maio. No dia 11 é a vez do espetáculo Guarda-Sonhos – solo de dança de Tainá Barreto, que segue em cartaz até o sexta-feira, 13 de maio no Lume Teatro. Ainda na noite do dia 11, quarta-feira, o público poderá conferir o Documentário Munganga, com direção de Lineu Guaraldo e parceria do Laboratório Cisco às 20h.
Na segunda semana da mostra, as atividades começam na segunda-feira (16) com a oficina Cavalo Marinho – Jogo e Presença Cênica, também no Lume Teatro. E logo mais a noite é a vez do de Gaiola de Moscas, espetáculo do Grupo Peleja inspirado no conto homônimo do escritor Moçambicano Mia Couto, que já se apresentou para os mais diversos públicos de norte a sul do Brasil.
O Grupo Peleja surgiu em 2002, na cidade de Campinas e de lá pra cá eles estudaram com diversos mestres, realizaram diversas pesquisas sobre música, dança, teatro e especialmente sobre brincadeira Cavalo Marinho, de onde resultou a base de seus trabalhos. Formado hoje por Ana Caldas Lewinsohn, Carolina Laranjeira, Eduardo Albergaria, Lineu Guaraldo e Tainá Barreto, o grupo Peleja se envereda por outros caminhos estéticos além da dança e do treinamento corporal para a cena, atuando em espetáculos e oficinas sobre a máscara, a dramaturgia (do corpo e da cena) e a iluminação. Vivendo e trabalhando entre São Paulo, Pernambuco e Bahia, a companhia realiza trabalhos próprios, ministra oficinas e realiza parcerias com muitos outros grupos.
10 a 13 de maio – 9h às 12h – Oficina LUZ E CORPO NA CENA
Misnistrado pelo iluminador Eduardo Albergaria
Local: Lume Teatro - Barão Geraldo
11 de maio – 20h - MUNGANGA
Documentário de Lineu Gabriel e Laboratório CISCO
Local: Casa São Jorge - Barão Geraldo
11 de maio – 19h, 12 e 13 de maio – 20h – GUARDA-SONHOS
Solo de dança com Tainá Barreto
Local: Lume Teatro - Barão Geraldo
16 a 18 de maio – 20h – GAIOLA DE MOSCAS
Espetáculo do Grupo Peleja inspirado no conto de Mia Couto
Local: Lume Teatro - Barão Geraldo
16 a 19 de maio - – 9h às 12h – Oficina CAVALO MARINHO: JOGO E PRESENÇA CÊNICA
Ministrado por interpretes-dançarinos do Grupo Peleja
Local: Lume Teatro - Barão Geraldo
Duração dos espetáculos: aprox. 60 minutos
Faixa etária: Livre
Entrada dos espetáculos no chapéu - Valor das oficinas: 120,00
Endereços:
Lume Teatro – Rua Carlos Diniz Leitão, 150, Vila Santa Isabel - Fone 3289-9869.
Casa São Jorge – Av. Santa Isabel, 655, Centro – Fone 3249-1588.
Inscrições de oficinas e informações: http://www.grupopeleja.com/agenda.html / contato@grupopeleja.com.br
Guarda Sonhos
Partindo do que é coletivo até chegar a uma expressão singular e subjetiva, "Guarda Sonhos" se relaciona à trajetória pessoal de criação da intérprete, a qual agrega elementos diversos de dança, butô e treinamento energético para o ator. O espetáculo transita na fronteira entre a dança e o teatro, tateando possibilidades para a expressão de uma bailarina que procura um caminho para si.
Em Guarda Sonhos, a intérprete apresenta elementos do frevo e do cavalo marinho pernambucanos, diluídos numa criação repleta de poesia e ludicidade. A pesquisa de campo teve papel fundamental no sentido de promover o encontro com o outro e a possibilidade de conviver com a diferença. Mais do que uma recriação coreográfica sobre a movimentação destas danças, este trabalho é um olhar para dentro, preenchido pela memória afetiva e pelas sensações corporificadas de uma intensa experiência com os passistas de rua de Recife e sambadores da Zona da Mata Norte de Pernambuco.
Gaiola de Moscas
Adaptado do conto Gaiola de Moscas do escritor moçambicano Mia Couto e inspirado na brincadeira popular pernambucana do Cavalo Marinho.
Zuzé é um curioso comerciante, vendedor de cuspes que, para salvar os negócios, se torna vendedor de moscas. Sua mulher, cansada das idéias do marido, se encanta por um forasteiro vendedor de "pintadas" de batons.
A história nos remete a um vilarejo imaginário que poderia estar localizado em Moçambique, no Brasil, ou em qualquer outro lugar onde se combine desigualdade social e criatividade. A encenação envolve o espectador num universo de precariedade e alegria, onde se sobrevive entre destroços e sonhos. Como "brincantes do conto", músicos e intérpretes apresentam sua própria brincadeira contemporânea e instauram o clima vivenciado nos brinquedos populares.
Munganga
Munganga aborda a relação entre sambadores de cavalo marinho (manifestação tradicional da Zona de Mata Norte pernambucana) e artistas de teatro e dança que utilizam elementos da brincadeira em suas criações. Através de um olhar sensível, o documentário desenha os contornos de fluxos entre tradição e contemporaneidade, revelando expressões singulares que emergem do encontro de diferentes.
Oficina: Luz e Corpo na Cena
O curso propõe um aprofundamento no trabalho corporal através do entendimento do olhar do espectador. Conceitos como intensidade e contraste, muito utilizados na composição da plasticidade da cena são trabalhados no corpo, dando suporte para o intérprete conduzir a atenção do observador.
Sendo o iluminador o profissional que conduz o olhar do espectador e o intérprete aquele que gera diferentes signos e dinâmicas em cena, a união destas diferentes experiências possibilita uma maior compreensão da poética teatral, dos mecanismos que compõem a cena.
A oficina é destinada a atores, dançarinos e performers.
Carga horária: 12h (4 dias - 3 horas por dia)
Nº de Vagas: 16
Oficina: Cavalo Marinho – Jogo e Presença Cênica
A oficina propõe a utilização de elementos do Cavalo Marinho pernambucano na construção de um corpo expressivo. Através de exercícios e jogos, a manifestação será abordada em seus aspectos formais e energéticos. Compreendendo a expressividade como fenômeno singular, os participantes serão estimulados a desenvolverem dinâmicas pessoais de trabalho.
A oficina é destinada a atores, dançarinos e pessoas com ou sem experiência em atividades corporais criativas.
Carga horária: 12h (4 dias - 3 horas por dia)
Nº de Vagas: 16
O grupo Peleja começou em 2002. Éramos muito sérios, cheios de vontade de aprender. Tivemos mestres que nos sugeriram alguns caminhos e que, de um modo e de outro, nos ensinaram uma "coisinha" do que sabiam.
Uma parte desses mestres sabia muito sobre a cena e o trabalho do ator, como o pessoal do LUME Teatro, que inspirou o grupo a desenvolver uma prática de treinamento cotidiano e coletivo. Outros mestres conheciam muito sobre dança, teatro, música e poesia e foram encontrados ao longo de viagens a Pernambuco. São mestres de uma cultura rica e antiga, que a gente da cidade costuma chamar de popular.
Com o tempo o grupo Peleja foi misturando o que sabia sobre trabalho corporal com o que aprendeu com os mestres de cavalo marinho e outras manifestações populares. Cada um contribuiu com o que sabia e, assim, fizemos um caldeirão com as ferramentas que tínhamos: dança contemporânea, treino energético, butô, consciência corporal, frevo, cavalo marinho, maracatu rural e outras cositas mais – em horas de uma prática "de fazer suar em bicas"! Aos poucos fomos moldando uma forma muito particular de trabalhar o corpo em cena. Nós não descobrimos a roda, claro, mas fizemos a nossa com carinho e do jeito que a gente queria.
Em 2006 surgiu uma figura iluminada e propôs a montagem de um espetáculo. Era Ana Cristina Colla, do LUME Teatro, com um conto do escritor moçambicano Mia Couto, que, falando das pessoas de seu país, diz coisas muito pertinentes sobre a nossa realidade. Assim nasceu "Gaiola de Moscas", nosso primeiro espetáculo, que já passeou por boa parte do estado de São Paulo, foi para o Cariri, Recife, Condado, Caruaru... e ainda vai viajar muito mais, assim esperamos!
As experiências vividas junto aos sambadores de cavalo marinho na Zona da Mata Norte de Pernambuco foram tão intensas, que foi para refletir sobre elas e sobre aquela prática cotidiana de fazer suar em bicas que alguns pelejeiros ingressaram na carreira acadêmica. Hoje existem três mestrados, dois doutorados a caminho e ainda um curta-metragem chamado "Na Mata tem", feito por Lineu Guaraldo, que também ataca na parte de vídeo. Trabalhando ainda sobre a nossa maneira de absorver conteúdos das culturas populares e se preparar para a cena, vieram também dois projetos de pesquisa, financiados pela FUNARTE e pelo BNB.
O segundo espetáculo do grupo Peleja estreou em 2009. É o "Guarda Sonhos", solo de Tainá Barreto, fazendo uma dança conhecida por contemporânea. Neste trabalho, a Tainá, que também ganhou uma bolsa de criação da FUNARTE, fez um mergulho fundo na memória das experiências que teve com o cavalo marinho e com o frevo, criando um espetáculo bem pessoal, cheio de poesia. No processo deste trabalho também surgiu uma figura iluminada para fazer a trilha sonora, foi o Helder Vasconcelos.
Formado hoje por Ana Caldas Lewinsohn, Carolina Laranjeira, Eduardo Albergaria, Lineu Guaraldo e Tainá Barreto, o grupo Peleja se envereda por outros caminhos estéticos além da dança e do treinamento corporal para a cena, atuando em espetáculos e oficinas sobre a máscara, a dramaturgia (do corpo e da cena) e a iluminação. Vivendo e trabalhando entre São Paulo, Pernambuco e Bahia, nós colaboramos com o trabalho de amigos e parceiros como Cia. Troada (SP), Grupo LUME Teatro (SP), Grupo Matula (SP), Coletivo Lugar Comum (PE), Laboratório Cisco (SP), Helder Vasconcelos (PE), Viviane Souto Maior (PE) e Sua Cia. (BA).
Texto Orignal - Mia Couto
Direção e Concepção - Ana Cristina Colla
Concepção e Pesquisa com Cavalo Marinho - Beatriz Brusantin, Carolina Laranjeira, Daniel Campos, Lineu Gabriel, Tainá Barreto
Elenco - Ana Caldas Lewinsohn, Carolina Laranjeira, Eduardo Albergaria, Lineu Gabriel, Tainá Barreto
Assistência de Direção - Ana Caldas Levinsohn
Iluminação - Eduardo Albergaria
Trilha Sonora - Alexandre Lemos e João Arruda
Músicos - João Arruda e Pedro Romão
Figurino - Juliana Pfeifer e Warner Reis
Confecção de Adereços - Sebastião Simão Filho e Zé de Freitas
Grupo LUME Teatro
Laboratório CISCO
Casa São Jorge
Panetteria di Capri.

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