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28.06.2010

Moradores de Barão Geraldo exigem participação ativa nas decisões do Plano de Gestão Urbana.

Por: Patrícia Cholakov, às 21:30h
DUHJM Publicidade e Comunicações

Em 2006, a cidade de Campinas foi divida em nove macrozonas. Cada macrozona deve seguir um Plano de Gestão Urbana (PGU), que deve conter diretrizes para o controle da ocupação dos espaços públicos, a construção de prédios verticais, o crescimento da cidade, a preservação de áreas verdes, entre outros.

Moradores de Barão Geraldo exigem o cumprimento da Lei 9.199, de 1996, que prevê a participação ativa da comunidade na elaboração do Plano, visto que, de acordo com as reivindicações populares, a Prefeitura Municipal de Campinas tem uma perigosa tendência de privilegiar o mercado imobiliário, como a implantação de condomínios privados, e o setor tecnológico.

A primeira reunião para a discussão do Plano que deverá ser implantado neste ano aconteceu no dia 23 de junho, no Salão Paroquial Santa Isabel. Cerca de 120 moradores participaram da reunião e discutiram, junto aos secretários Alair Roberto Godoy, da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Paulo Sérgio de Oliveira Garcia, da Secretaria do Meio Ambiente, problemas e anseios da população.

Em poucos minutos, o Secretário Alair Godoy apresentou cerca de 9 slides, pouco esclarecedores, relacionados à macrozona 3, que compreende cerca de 32.000 habitantes. Após a breve apresentação, os moradores puderam colocar opiniões e críticas. De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, a primeira reunião teve como objetivo apenas a apresentação da macrozona 3 e dados referentes à área. Porém, vários moradores, vereadores, representantes de associações, ambientalistas e advogados conseguiram deixar bastante claro que a Prefeitura terá problemas caso insista em ignorar a voz do povo.

De acordo com a fala dos moradores, o que se pretende não é, de forma alguma, bloquear ou atrapalhar o desenvolvimento do distrito. Porém, este desenvolvimento deve estar de acordo com a capacidade estrutural de Barão Geraldo. A implantação do CIATEC II na região deve trazer ao distrito cerca de 60.000 pessoas. A população afirma que o distrito não tem capacidade e nem tampouco estrutura para comportar esse número de pessoas, e que isso afetará diretamente a qualidade de vida dos que já vivem e se preocupam com o distrito.

A comunidade exige que a Prefeitura reveja algumas atividades e algumas leis ambientais, para que não seja degradado o resto de áreas verdes existentes no distrito. Barão Geraldo contém a maior área de mata nativa da cidade, com destaque para a Mata Santa Genebra.

Irregularidades encontradas ao longo do Ribeirão das Pedras, assim como o suposto Parque Linear do mesmo, que deu à Campinas o prêmio de Melhor Plano de Gestão Ambiental no começo deste ano, também foi pauta da reunião.

A população ressaltou, no final da reunião, que os componentes da mesa deveriam, para as próximas reuniões, estar melhores preparados e oferecerem propostas e dados mais concretos.

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