Por: Patrícia Cholakov, às 13:54h
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A ANVISA implementou, em 2004, a Resolução RDC-306, que estabelece normas processuais para a segregação e destinação final do material proveniente de restos clínicos. Toda instituição de serviço de saúde tem como responsabilidade a criação e a implantação de um PGRSS, Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, que deve ser planejado de acordo com as regras da RDC 306/2004, para que obtenha o alvará de funcionamento.
No Hospital das Clínicas da Unicamp, segundo a enfermeira Rosemary de Oliveira Juliano, assessora da superintendência e
membro do Comitê de Melhorias do Hospital, os resíduos são separados no local onde foram gerados e no momento exato de finalização do procedimento. Segundo a enfermeira, o risco de contaminação não é eliminado com a aplicação das normas. ”São comuns os casos nos quais os funcionários se ferem com materiais perfurocortantes. Nesse caso, são realizados exames de sangue para averiguar se houve contaminação. Esse problema é recorrente, na maioria das vezes, pela falta de cuidados e não de instrução”, afirma Rosemary.
A Vigilância Sanitária realiza fiscalizações nas instituições anualmente, e, segundo a tecnóloga Ivanilda Mendes, da COVISA, havendo necessidade, o número de visitas aumenta. Segundo Ivanilda, os casos de contaminação dentro do Hospital não decorrem apenas de falta de cuidado, mas de capacitação do funcionário. “A gestão correta dos resíduos é resultado da instrução e do comprometimento do profissional com a saúde pública e com o meio ambiente”, define a tecnóloga.
O Laboratório Confiance de Medicina Diagnóstica, segundo Fernanda Coimbra Diniz, coordenadora técnica e biomédica, também tem seu PGRSS baseado na RDC 306/2004 e terceiriza a coleta e o tratamento dos resíduos infecciosos através da TECAM. “Seguimos todas as normas estabelecidas pela ANVISA e oferecemos cursos aos funcionários para evitar o risco de contaminação e acidentes com perfurocortantes, seguindo o Procedimento Operacional de Biossegurança do laboratório, explica a biomédica.
Todo o tratamento dos materiais é realizado dentro da cidade, exceto o material químico, que é transportado para São Paulo para incineração. A queima do material é feito por empresas terceirizadas que o Certificado de Autorização de Destinação de Resíduos Industriais ministrado pela CETESB, que determina que os incineradores tenham todos os filtros necessários para que não prejudique o meio ambiente.
Os resíduos perfurocortantes e infecciosos são tratados no Aterro Sanitário Delta A, no qual são encaminhados à grandes micro-ondas que chegam a 121º C, desinfetando e triturando o material, que pode, a partir daí, ser trabalhado como o lixo comum.