Por Priscila de Abreu, 22h14
Foto: Leandro Ferreira/AAN
O temporal que atingiu a cidade na semana passada e as chuvas deste sábado e domingo, causaram muita dor de cabeça e perdas inenarráveis para vários moradores de Campinas: alagamentos, queda de muros, inundações e até mesmo uma morte. Porem de acordo com a Defesa Civil, as áreas mais afetadas foram as regiões Norte (Barão Geraldo, Vale das Garças e Santa Genebra) e Leste (Taquaral, Jardim Primavera e Mansões Santo Antônio).
No Jardim Piracambaia 1 e 2, em Barão Geraldo, as ruas são como uma continuação do rio, sendo apenas as casas construídas em nível mais alto, não invadidas pela água. Por isso, desde a noite do dia 27 várias famílias foram retiradas de suas casas e abrigadas no Centro Cultural (Casarão de Barão), elas ainda permanecem no local e devem aguardar até o rio abaixar e a situação voltar ao controle. Contudo, a Sub Prefeitura do Distrito e a Defesa Civil ainda enfrentam um outro problema, por esta ser uma área de invasão, muitas pessoas apoderam-se, mesmo com o risco do rio, as casas desapropriadas, o que gera novas vidas em risco.
Casos como esses se repetem em outros bairros do distrito como no Vale das Garças, onde várias ruas estão alagadas e sem condições de tráfego e muitas chácaras também estão ilhadas, com os quintais inundados.
Durante a tarde de segunda-feira (01), o Sub Prefeito, a Defesa Civil e outros representantes de Barão, se reuniram no Village, para procurar medidas que solucionem o problema da região, após reunião, eles visitaram os bairros mais atingidos.
As chuvas da madrugada do dia 30, provocaram a abertura de uma cratera de um metro de diâmetro por dois de profundidade, na Rua Bortolo Martins, região acessada por cerca de 8% da população do distrito (maioria área rural), sendo preferencialmente utilizada como rota de acesso no sentido Centro de Barão para o Guará. O buraco impediu a passagem dos veículos até às 16h, quando foi tampado pela Subprefeitura, com uma solução de um fresado, um composto do asfalto retirado de rodovias e outras obras da cidade.
Até a resolução do problema a EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) contou com um esquema de baldeação, para aqueles que utilizavam o transporte coletivo, que consistia em desembarque antes do buraco e, após caminhada de menos de 50 metros, embarque no próximo ponto para concluir o trajeto das linhas Guará, Village, Vale das Garças e Piracambaia.