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03.02.2010Risco de deslizamentos e inundações preocupam Subprefeitura de Barão Geraldo

Por Priscila de Abreu, 22h14

Foto: Leandro Ferreira/AAN

O temporal que atingiu a cidade na semana passada e as chuvas deste sábado e domingo, causaram muita dor de cabeça e perdas inenarráveis para vários moradores de Campinas: alagamentos, queda de muros, inundações e até mesmo uma morte. Porem de acordo com a Defesa Civil, as áreas mais afetadas foram as regiões Norte (Barão Geraldo, Vale das Garças e Santa Genebra) e Leste (Taquaral, Jardim Primavera e Mansões Santo Antônio).

No Jardim Piracambaia 1 e 2, em Barão Geraldo, as ruas são como uma continuação do rio, sendo apenas as casas construídas em nível mais alto, não invadidas pela água. Por isso, desde a noite do dia 27 várias famílias foram retiradas de suas casas e abrigadas no Centro Cultural (Casarão de Barão), elas ainda permanecem no local e devem aguardar até o rio abaixar e a situação voltar ao controle. Contudo, a Sub Prefeitura do Distrito e a Defesa Civil ainda enfrentam um outro problema, por esta ser uma área de invasão, muitas pessoas apoderam-se, mesmo com o risco do rio, as casas desapropriadas, o que gera novas vidas em risco.

Casos como esses se repetem em outros bairros do distrito como no Vale das Garças, onde várias ruas estão alagadas e sem condições de tráfego e muitas chácaras também estão ilhadas, com os quintais inundados.

Durante a tarde de segunda-feira (01), o Sub Prefeito, a Defesa Civil e outros representantes de Barão, se reuniram no Village, para procurar medidas que solucionem o problema da região, após reunião, eles visitaram os bairros mais atingidos.

Cratera na Ponte do Guará provocada pela chuva, atrapalha tráfego, no sábado.

As chuvas da madrugada do dia 30, provocaram a abertura de uma cratera de um metro de diâmetro por dois de profundidade, na Rua Bortolo Martins, região acessada por cerca de 8% da população do distrito (maioria área rural), sendo preferencialmente utilizada como rota de acesso no sentido Centro de Barão para o Guará. O buraco impediu a passagem dos veículos até às 16h, quando foi tampado pela Subprefeitura, com uma solução de um fresado, um composto do asfalto retirado de rodovias e outras obras da cidade.

Até a resolução do problema a EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) contou com um esquema de baldeação, para aqueles que utilizavam o transporte coletivo, que consistia em desembarque antes do buraco e, após caminhada de menos de 50 metros, embarque no próximo ponto para concluir o trajeto das linhas Guará, Village, Vale das Garças e Piracambaia.