Por Douglas Fonseca, do PORTAL RAC, saiba mais, cllique aqui
(Foto: Douglas Fonseca/Portal RAC)
O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas) João Galassi faz na manhã da última terça-feira (24) coletiva de imprensa para explicar os procedimentos tomados pelas empresas no que se refere à erradicação do uso das sacolas plásticas nos supermercados.
A partir da próxima quarta-feira (25), através de uma parceria entre a Apas e o governo do Estado, os estabelecimentos que utilizam as sacolas plásticas não devem mais fornecer o material para transporte dos produtos adquiridos.
João Galassi afirmou que a campanha já apresenta efeitos no comércio e entre a sociedade. As indústrias se voltaram para a sustentabilidade e hoje as sacolas reaproveitáveis podem ser adquiridas por R$ 0,49, cerca de 500% mais barato do que o projeto inicial quando as sacolas custariam em torno de R$ 5.
A campanha para retirada das sacolas plásticas dos supermercados e comércios varejistas visa a redução do volume de unidades do produto que são recicláveis, no entanto, com a má utilização se transformam em objetos de detrito no meio ambiente o que causa problemas sérios em relação às enchentes e inundações em todo o Estado.
O Governo do Estado firmou uma parceria com a Apas e incentiva a retirada dos produtos dos caixas dos estabelecimentos. Porém, o projeto não se tornou lei e o sucesso do projeto depende do envolvimento da rede comercial e sociedade. Muitos estabelecimentos de Campinas e Região têm sacolas plásticas em estoque e poderão utilizá-las até o término do produto.
O presidente da Apas mostrou o balanço que a parceria já apresentou e Campinas é, segundo Galassi, a cidade que tem mais empreendimentos compromissados com o projeto, ao todo são 25 estabelecimentos que aderiram ao projeto e já se preparam para realizar a substituição do produto.
João Galassi informou também que o custo das sacolas plásticas que o consumidor utiliza para transporte de suas compras é agregado às vendas e com a extinção do produto, os supermercados irão ter uma queda nas despesas de embalagens. Esta redução pode gerar promções nos estabelecimentos ou uma redução nos preços dos produtos.
Hoje uma sacola plástica custa cerca de 2 centavos e representa um acréscimo na compra do consumidor de aproximadamente 0,20%. Tomada a escala para o Estado, os números causam impacto, são 190 milhões de reais em gasto com sacolas e 6,6 bilhões de unidades do produto que circulam entre os consumidores.
João Galassi esclareceu que o foco da campanha é reduzir a quantidade de sacolas utilizadas e simplesmente trocar por um outro produto reciclável, menos agressivo para o ambiente não é o objjetivo. A intenção é a utilização por parte do consumidor das sacolas reutilizáveis e fabricadas com produtos recicláveis como garrafas pet.
A ideologia é baseada nos 4 Rs que signficicam Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Repensar. Nesta linha Galassi afirma que o consumidor final tem muitas opções para transportar seus produtos. 'O consumidor pode utilizar o carrinho de feira, caixas de papelão, a sacola reutilizável e as compostável de melhor degradação quando exposta ao ambiente' disse.
Como incentivo à produção de sacolas reutilizáveis, Galassi afirmou que Ongs que produzem o material devem procurar a Apas para oferecer o produto. Com isso o preço das sacolas deve ser reduzido e a quantidade do produto em um curto prazo de tempo deve crescer de forma considerável.
A retirada das sacolas plásticas, sem a inclusão de outro tipo de embalagem - como os antigos sacos de papel - apenas lesa o consumidor sem resolver o problema do meio ambiente. A sacola plástica é apenas um item poluidor. Para ser coerente, a APAS deveria também retirar de suas prateleiras todos os produtos que vem acondicionados em embalagens plásticas/pet, tão ou mais poluidoras que as pobres sacolas. O que a APAS faz com as sacolas é o mesmo que Delfim Neto fez com o xuxu para justificar a inflação nos anos 70. E, falando em inflação, o custo das sacolas que não serão fornecidas, será abatido do preço dos produtos? Por que a APAS não fez como a APRAS (Paraná), que, há mais de dois anos substituiu as sacolas plásticas por sacolas oxibiodegradáveis?
Éder
Nenhum mercado realmente está preocupado com o meio ambiente. Supermercado é empresa e empresa esta preocupado com o lucro. Eles notaram que podem vender mais três produtos: sacolas plásticas, carrinho de mão e sacolas retornáveis. Só idiotas acreditam que a sacola destrói o meio ambiente. Quem destrói o meio ambiente é o infeliz que joga plástico no chão. Estão me obrigando a comprar uma sacola que eu não quero ter. Isso até parece venda casada em banco.
Mercados preocupados com o meio ambiente? Nos ofereçam sacolas biodegradáveis de graça. Simples!
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