A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) da Prefeitura de Campinas para 2011 prevê a ampliação do sistema de vigilância de câmeras da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CimCamp) para regiões como os distritos de Barão Geraldo e Sousas. Inclui também a ampliação do monitoramento no Centro a na Vila Olímpica. O contrato da central, estipulado em R$ 4,6 milhões, propõe aumento do número de equipamentos em outros bairros, além de unidades de saúde e prédios públicos.
Está incluída também a contratação de serviço de manutenção das 340 câmeras espalhadas no município e de um software de gerenciamento de ocorrências que integra outros órgãos municipais.
Esta foi uma das propostas apresentadas ontem pelo Executivo durante audiência pública na Câmara de Campinas sobre a lei orçamentária de 2011 e o Plano Plurianual (PPA) do quadriênio 2010-2013.
O Orçamento para a Secretaria de Segurança será mantido exatamente como o do ano passado: R$ 71 milhões. Desses, R$ 38,4 milhões serão destinados ao pagamento de pessoal e encargos sociais (54%), R$ 30,6 milhões (43%) para despesas correntes e R$ 1,9 milhão (3%) para investimentos. Locação de viaturas e contrato de vigilância armada também estão inclusas na proposta.
As secretarias de Saúde e Educação têm os maiores volumes de verbas. Segundo Paulo César da Fonseca, diretor administrativo da Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, outros bairros que já têm câmeras também estão sendo estudados para receber novos equipamentos. “Os pontos críticos estão sendo mapeados e estamos aguardando também levantamento feito por cada secretaria, pela Guarda Municipal e pela própria central de monitoramento”, informou. No início deste semestre, a Prefeitura já havia instalado 19 novas câmeras na cidade. Fonseca não informou as vias públicas que estão sendo estudadas. “Todas as áreas de Campinas estão sendo analisadas, mas ainda não temos pontos definidos.”
O número de novas câmeras que seriam instaladas também não foi divulgado pelo diretor. Além do serviço de manutenção dos equipamentos, outra proposta inserida é a de gerenciamento de ocorrências por meio dos órgãos que são integrados à CimCamp.
“Poderemos receber várias ligações simultâneas e identificar os responsáveis pela demanda”, afirmou Fonseca.
Com o software, será possível acionar a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao mesmo tempo, por exemplo. Ele também não soube informar quanto será investimento apenas neste software.
Câmeras
A instalação de câmeras e até de bases da CimCamp em Sousas e em Barão Geraldo é uma solicitação da população local devido ao aumento da criminalidade nessas áreas. A Câmara, inclusive, aprovou em segunda discussão (mérito), em abril deste ano, um projeto de lei de autoria do vereador Thiago Ferrari (PMDB) para monitoramento exclusivo dentro da central ou em subprefeituras regionais desses dois bairros das regiões Leste e Norte, respectivamente, além do Campo Grande, Ouro Verde, Centro e Aparecidinha. O objetivo é descentralizar futuramente a CimCamp, hoje instalada na Vila Industrial.
Na época, uma emenda do vereador Francisco Sellin (PDT) retirou o prazo de 90 dias para a instalação dessas quatro novas bases. A proposta já foi sancionada pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), segundo Ferrari. “Soube que o Executivo está estudando a logística para instalar esta vigilância”, disse. De acordo com o vereador Sebá Torres (PSB), as discussões sobre segurança têm sido frequentes em Sousas. “Precisamos de mais atenção dentro dos bairros, pois em Sousas só temos uma câmera na entrada do local e outra na ponte da praça central.”
O diretor da CimCamp disse que não estão previstas bases da central em Sousas.
SAIBA MAIS
A central de monitoramento foi implantada em julho de 2006 e está integrada a cinco órgãos municipais — GM, Emdec, Samu, Serviços Técnicos Gerais (Setec) e Defesa Civil. O trabalho também é realizado em conjunto com as polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e a rede hospitalar da cidade. O trabalho da central é acionar os órgãos responsáveis em situação de furto, acidente de trânsito, ações que exijam intervenção da GM ou iniciativa da Setec, bem como em situações de emergência para acionar a Defesa Civil ou solicitar atendimento médico.
Camila Ancona
Grupo RAC
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