A Polícia Federal de Campinas, junto com a Receita Federal e a Delegacia Regional do Trabalho realizaram na manhã desta segunda-feira (13/12) uma operação de busca e apreensão de documentos no Colégio Anglo COC para averiguar uma denúncia de que a escola teria contratado professores de forma irregular - o que causaria prejuízos tanto para os docentes como para o Fisco.
De acordo com o Setor de Comunicação Social da PF, os responsáveis pelo colégio estariam obrigando os professores a receberem parte do salário 'por fora' (com cheques em nome dos pais dos alunos) para a escola não pagar impostos. Estariam, ainda, obrigando os docentes a pedirem licença sem receberem remuneração.
A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Professores de Ensino Privado (Sinpro) e, caso seja comprovada, os responsáveis pelo Anglo/ COC terão que responder por três crimes: o de ordem tributária (com pena de dois a cinco anos de reclusão), o de frustração de direito assegurado por lei trabalhista (com pena de um a dois anos de detenção, mais pagamento de multa) e o de falsificação de documento público (com pena de dois a seis anos de reclusão, mais multa).
Procurados pela reportagem, nenhum representante do colégio prestou informações. Um comunicado oficial deverá ser divulgado ainda nesta segunda-feira.
O Sistema Anglo de Ensino esclareceu que escolas citadas como Colégio Anglo não têm qualquer relação com a rede. O Anglo rompeu a parceria com o Anglo/Campinas em 2009, após identificar problemas administrativos e financeiros. Desde então, o Sistema Anglo de Ensino não fornece mais materiais a esses colégios, que se associaram ao COC, sem, contudo, deixar de usar o nome Anglo/Campinas.
Após o rompimento da parceria, o Sistema Anglo passou a ser representado em Campinas e região por um grupo de escolas denominado Novo Anglo. São quatro unidades em Campinas (Barão Geraldo, Cambuí, Castelo e Taquaral) e uma em Vinhedo, que não sofreram nenhuma intervenção.
Com relação à operação conjunta nascida de denúncia do Sindicato dos Professores, o Colégio Anglo Campinas vem a público esclarecer que durante 5 meses foi rigorosamente fiscalizado pelo Ministério Público do Trabalho, período em que não foi constatada nenhuma irregularidade e que nenhuma autuação foi lavrada. Diante disso, causou estranheza a operação ocorrida na data de ontem, com vista a investigar eventual cometimento de crime contra a organização do trabalho ou contra a ordem tributária.
A despeito disso, o Colégio Anglo Campinas não está medindo esforços para esclarecer que o conteúdo das denúncias feitas é equivocado. Para tanto, não se furtou a fornecer todas as informações e documentos solicitados, pois está seguro de que não há irregularidades.
Por fim, o Colégio Anglo Campinas reafirma seu compromisso com o ensino de alta qualidade, com seu projeto pedagógico extremamente atualizado. Também assinala que os salários de seus professores é o mais alto da região, inexistindo qualquer atraso em seu pagamento.
Com informações da Polícia Federal
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