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/ O início de Barão Geraldo

Segundo informações do jornal Correio Popular de 31 de dezembro de 1980, em 1910 a região de Barão Geraldo era formada pelas fazendas Santa Genebra e Rio das Pedras, sendo que ambas foram responsáveis pela formação do local. A edição do mesmo jornal informa: “A fazenda Rio das Pedras prestou sua contribuição em extensão territorial, uma vez que metade da área urbana do distrito está assentada sobre a gleba que pertenceu a esta fazenda; já a Fazenda Santa Genebra contribuiu mais na parte política e sócio-econômica, devido à enorme colaboração cultural e administrativa de Barão Geraldo”.

O jornal relembra ainda que a área de Barão Geraldo, embora os moradores mais recentes desconheçam, já recebeu a visita de pessoas ilustres. “Um outro fato que não sai da lembrança de seus moradores é que Barão Geraldo, entre muitos distritos e municípios, recebeu a visita do presidente da República, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e da rainha Elizabeth I. As duas fazendas receberam em suas sedes, grandes personalidades”.

De acordo com informações do jornal Diário do Povo de 2 de fevereiro de 1983, Rui Barbosa (jurista, jornalista e político), Campos Salles (governador de São Paulo entre 1894 e 1898 e presidente da República de 1898 a 1902) e o cantor Roberto Carlos também visitaram Santa Genebra e sua mata.

Em 30 de junho de 1973, a edição do jornal Diário do Povo informava aos leitores sobre algo curioso: na Fazenda Santa Genebra havia uma plantação de roseiras, cujas mudas haviam sido trazidas da Europa, mais especificamente de um castelo na França. Dez anos depois (na edição de 2 de fevereiro de 1983), o mesmo jornal se dedicou a relembrar os primórdios de Barão Geraldo, uma “área de fazendas”. “O distrito era uma confluência de regiões e estradas - a velha estrada de Cosmópolis e a dos fazendeiros (Rhodia). Era uma área de chacareiros e leiteiros. E foi nas terras de duas importantes fazendas - Rio das Pedras e Santa Genebra - que a maioria das histórias nasceu”.

A localização de Barão Geraldo contribuiu muito para que o progresso ali chegasse. O ano de 1935 foi importante para a região, pois nesta época houve a instalação da luz domiciliar. Em 1950, foi o momento da rede pública de luz elétrica chegar ao local. No ano de 1953, outra importante conquista. No dia 30 de dezembro daquele ano, Barão Geraldo era elevado à distrito, através do trabalho da chamada “Comissão Representativa de Cidadãos”.

Na década de 50, Ruth Geraldi Poças, de 78 anos, deixava o bairro do Guanabara para residir em Barão Geraldo, onde continua até hoje. Sobrinha de Agostinho Páttaro, Ruth lembra-se de quando jovem vir sempre para Barão, já que a família de sua mãe residia no local. “Naquela época Barão Geraldo era uma região de fazendas. Atrás da casa onde eu morava só havia mato e plantações de mandioca e milho”, relembra. Por volta dos anos 50, segundo Ruth, ainda não havia muito comércio na área. “Havia alguns armazéns e botecos apenas”, diz.

Ruth Poças foi casada por muitos anos com um conhecido morador de Barão Geraldo, já falecido: o Sr. Adão Poças, que por muito tempo vendeu água de côco e garapa em sua barraquinha na avenida Santa Isabel, umas das principais vias do distrito. Juntamente com a D. Benedita Domeni (a Dona Didi), o casal ajudou a fundar a Casa de Repouso Bom Pastor que, nos anos 80, começou a oferecer abrigo a pessoas com Câncer - e também a suas acompanhantes - que vinham se tratar nos hospitais de Barão Geraldo.

Atualmente residindo no bairro Vale das Garças, em Barão Geraldo, Ruth Poças acredita que alguns bairros do distrito perderam a tranqüilidade. “O centro de Barão Geraldo já é mais o mesmo”, conta ela, que residia no centro do distrito antes de se mudar para o endereço atual.

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